• Audioganga (BD)

    Como tinha dito antes, em EV estamos a trabalhar em banda desenhada (BD). Depois da narrativa visual sobre a feira de Canidelo, avancei para a pesquisa de uma ideia para uma BD que deveria ocupar uma prancha com 5 tiras e vinhetas com tamanhas distintos. E assim nasceu a Audioganga que é um universo em que as personagens são as tecnologias que ao longo dos últimos 150 anos permitiram a gravação e reprodução de áudio. Deixo aqui as diversas etapas da sua criação.

    Haverá mais novidades em breve, pois estou também a criar algumas tiras com as mesmas personagens a preto e branco.

  • Feira de Canidelo (em BD)

    A nossa professora de EV pediu-me ontem para fazer uma BD sem falas (uma narrativa visual) sobre a feira de Canidelo. Já lá fui algumas vezes com os meus pais e por isso quis retratar o que me marcou mais (frutas, legumes, hortaliças, brinquedos, roupa e, claro, os frangos assados). Cada vinheta foi inspirada por fotografias que pesquisei no Google Images e as 3 primeiras na visão aérea do local da feira no Google Earth. O meu pai ajudou-me a pintar.

  • Capas Caetano Veloso

    Como para EV preciso de fazer pelo menos 5 desenhos no diário gráfico por período, então decidi recriar algumas capas do meu cantor e compositor favorito, o Caetano Veloso.

    Aqui deixo os desenhos que fiz até agora:

  • Poema de Natal

    VALORES FAMILIARES

    Os verdadeiros valores do Natal
    segundo o meu pai
    são sempre muito elevados:
    mais vale esperar por janeiro
    ou antecipar para novembro
    que é quando há saldos.

    Os verdadeiros valores de Natal
    segundo a minha mãe
    são para encher a barriga:
    após um ano a engolir sapos
    é altura de encher os papos
    e a gula ser nossa amiga.

    Os verdadeiros valores de Natal
    segundo a avó Manela
    são as iluminações:
    pinta-se de luz todo um território
    da eira ao escritório 
    as alegrias feitas vulcões.

    Os verdadeiros valores do Natal
    segundo a avó Adosinda
    são sempre outros quinhentos:
    suas respostas nunca são absurdas
    apesar de ser meia-surda
    e tomar muitos medicamentos.

    Os verdadeiros valores do Natal
    caso queiram mesmo saber
    a minha opinião:
    é ter toda esta gente linda
    (pai, mãe, Manela e Adozinda)
    bem juntinhos do meu coração.

    Texto para o concurso de escrita organizado pela Biblioteca do Colégio Novo de Gaia sobre o Natal.

  • Apresentação oral em aula de O Principezinho

    Olá. 

    O livro de que vos vou falar hoje chama-se O Principezinho e o autor francês Antoine de Saint-Exupery. 

    Aqui podem ver algumas das capas mais famosas do livro. Qual é a vossa favorita? A minha é a primeira que é a original.

    Até hoje foram vendidos cerca de 150 milhões de exemplares e a obra foi traduzida para 270 línguas.

    Escolhi este livro porque o meu pai contou-me um pouco da história e eu fiquei curioso e quis saber do resto. O meu pai nasceu em França e lá este livro é de leitura obrigatória na escola e é considerado um clássico. Sabem o que é um clássico? É um livro muito lido. O meu pai diz que um clássico é um livro que toda a gente conhece mesmo sem o ter lido, pois ouve-se falar nele constantemente.

    O título original é Le Petit Prince e saiu originalmente em 1943.

    O livro é o relato, contado 6 anos depois, de uma avaria que um piloto de aviões teve no deserto e as conversas que também teve com uma criança misteriosa.

    Ele e a criança acabam por ficar amigos e o piloto fica a saber que se chama Princepezinho e que vem de outro planeta.

    Ambos têm conversas e aventuras e aprendem a refletir sobre a importância da amizade e do amor. Também descobrem que o essencial da vida “é invisível aos olhos”.

    No final, o Princepezinho retorna ao seu planeta e o piloto conserta a avaria do avião e também regressa a casa.

    O objeto que escolhi foi um cofre completamente vazio, pois as coisas mais importantes da vida (o amor pelos meus pais, a amizade pelos meus amigos e a minha imaginação) não são materiais e ficam guardados não no cofre, mas no meu coração.

    Estas são as duas grandes lições do livro: que as coisas mais valiosas não são materiais, mas espirituais e que podemos ter tudo com a nossa imaginação.

    Que ele tenha escrito o livro em 1943, em plena segunda guerra mundial e numa altura em que a França estava ocupada pelos Nazis torna para mim o livro ainda mais especial.

    Um ano depois da saída do livro, Saint-Exupery, que também era piloto, desapareceu num voo que fazia e o avião nunca foi encontrado. Gosto de acreditar que não morreu e que apenas foi visitar o seu amiguinho ao asteróide B612.

    Estão a ver? É o poder da imaginação.

    Obrigado pela vossa atenção.

  • Conversor Digital-Analógico: Memória Descritiva

    Conversor Digital-Analógico: Memória Descritiva

    O diorama deste conversor digital-analógico pretende representar uma das minhas actividades favoritas: gravar cassetes áudio com canções da colecção de CDs do meu pai.

    Ouvir música é uma constante na minha família. Como o meu pai tem cerca de 4000 CDs e 500 vinis, ouvir música em casa é muito mais do que ter o Apple Music ligado a uma coluna Bluetooth, e é muitas vezes uma elaborada experiência analógica que implica todo um ritual e mexer com muito cuidado em aparelhos e objectos sofisticados como capas, plásticos e inlays.

    Gravar cassetes então é um processo ainda mais lento que dá muito trabalho, mas que adoro precisamente por causa disso.

    Primeiro, temos de aprender a mexer nos aparelhos. Tenho em casa dois leitores e gravadores de cassetes (um Denon F88 e um Technics M8) e cada um tem os seus truques e manias.

    Depois, é preciso arranjar cassetes de áudio virgens na net já que é muito difícil encontrar lojas que ainda as vendem.

    Também é preciso fazer contas para saber quantas músicas vão caber em cada lado de uma cassete (não há nada pior do que uma canção ficar cortada a meio!) e não esquecer nunca que 1 minuto tem 60 segundos e não 100 quando se está a somar.

    Por fim, é preciso fazer a capa da cassete com o nome das músicas, o autor, a duração e até alguns desenhos para tudo ficar mais giro e personalizado.

    Antes disto tudo também é preciso pensar que tipo de cassete vamos gravar. Gosto de arranjar conceitos. Por exemplo, já gravei uma cassete em que a primeira letra do título de cada canção segue a ordenação do alfabeto.

    Apesar de também gostar de ouvir música por streaming ou através de CDs, prefiro ouvir música analógica (cassetes e vinis) pelas seguintes razões:

    • o som é diferente, mais “cheio” e “quente” e gosto de ouvir aqueles estalinhos que o meu pai diz serem “ruído de superfície”;
    • há um ritual em que mexemos em coisas delicadas e em aparelhos muitos giros;
    • ouve-se música de uma forma mais activa: o analógico exige mais de nós e força o nosso envolvimento;
    • aprendemos a ouvir discos inteiros em vez de apenas uma ou outra canção;
    • contrariamente ao streaming, ouvir música a partir de suportes físicos permite ter acesso a todo o grafismo das capas e inlays (sobretudo se forem vinis por ser tudo maior);
    • há poucas pessoas que ouvem música assim e quando o faço sinto-me um dos raros guardiões de uma tradição quase esquecida;
    • por fim, acho que o analógico é mais “humano”, porque, tal como nós, o seu som envelhece e eu gosto disso; ouvir um disco muito antigo dos Beatles, por exemplo, é também ouvir o tempo que passou nos ruídos do vinil.

    Por isso, quando na aula de Educação Tecnológica foi pedido um diaroma imaginei logo algo que reproduzisse esta minha actividade de converter a música digital dos CDs do meu pai em cassetes áudio analógicas.

    O meu primeiro desenho do diorama definia desde logo as suas três componentes: CD, conversor e cassete (K7).

    Como o diorama tinha de ser numa caixa de vinho, percebi logo que ia ter problemas de espaço. Para resolver esta dificuldade, tratei, em primeiro lugar, de arranjar uma caixa maior (de três garrafas em vez de uma). No entanto, o espaço continuava curto. Foi então que me lembrei que uma das embalagens de K7s virgens que comprámos na net há tempos trazia como extra um mini-CD com duas músicas manhosas e que a minha avó Manela tinha uma mini-K7 áudio antiga de um gravador de voz portátil. Ambos ocupavam muito menos espaço!

    Para o conversor, quis o acaso que, num fim-de-semana de tempestade, um relâmpago tivesse queimado o modem do nosso vídeo-porteiro e fosse necessário comprar um novo. Pedi logo ao meu pai para não deitar o velho para reciclar e resolvi desmontá-lo e aproveitar uma das placas com circuitos integrados para simular o conversor no diorama.

    Faltava o fundo. Tive duas ideias que acabaria por abandonar. Ou pelo menos parcialmente.

    A primeira era colocar gráficos de um sinal binário do lado digital e curvas do lado analógico. A outra era colocar uma série de 1s e 0s a verde em fundo negro do lado digital (como o filme Matrix) e um electrocardiograma antigo da minha avó do lado analógico.

    Foi então que me lembrei que um conversor digital-analógico é uma espécie de regresso ao passado, na medida em que transforma uma tecnologia mais moderna noutra mais antiga. E foi assim que me lembrei de dar o nome do meu filme favorito de sempre ao diorama: Back To The Future!

    Assim, decidi que o fundo seria uma espécie de vórtice espacial para representar uma viagem no tempo. Poderia ainda aproveitar a ideia dos 0s e 1s para o lado digital e das curvas para o cabo elétrico que ligaria o conversor D/A à K7.

    E pronto. Com tudo planeado, lancei-me ao trabalho!

    Material utilizado:

    • uma caixa de 3 garrafas de vinho;
    • um mini-CD e uma K7 miniatura;
    • uma placa de circuitos integrados de um modem;
    • um cabo eléctrico rígido;
    • tinta preta mate para madeira;
    • canetas POSCA (preto, branco, azul escuro, azul claro, amarelo, vermelho e verde);
    • muitos parafusos de madeira;
    • super-cola;
    • bloquinhos de madeira;
    • dois fios com leds luminosos.

  • Trailer de uma família abelhada

    Trailer de uma família abelhada

    No âmbito da Semana para a Saúde Mental promovida pela minha escola, a directora de turma pediu-nos para partilharmos uma fotografia ou um vídeo sobre uma aptidão partilhada pela nossa família. Depois de escolhermos a apicultura, a minha mãe e eu atirámo-nos à tarefa e com a ajuda do iMovie fizemos um pequeno trailer de um filme imaginário com as fotos e vídeos que temos vindo a amealhar das colmeias na nossa aldeia da Entalada em Castro Laboreiro.

    Espero que gostem, que nos deu muito prazer a fazer!

  • Curiosidades sobre abelhas

    A semana passada terminámos em Castro a época das crestas (nome dado à tarefa de retirar o mel das alças das colmeias) e eu lembrei-me de partilhar aqui no blogue 11 curiosidades interessantes sobre abelhas. Aqui vão elas:

    1. Há 4 tipos de abelhas: a rainha que põe ovos, o zangão que acasala com a rainha, as operárias que alimentam e protegem a colmeia e as forrageiras (ou campeiras) que colhem o pólen para fazer mel.
    2. A temperatura no interior de uma colmeia é sempre de 35 graus, até no Inverno!
    3. As abelhas alimentam-se maioritariamente de água, mel, néctar e pólen.
    4. As asas batem cerca de 11 mil vezes por minuto.
    5. Uma abelha tem em média 28 a 48 dias de vida, com exceção da rainha, que pode chegar até aos 5 anos.
    6. As abelhas são indicadoras da saúde da natureza: quanto mais abelhas tem um espaço, melhor é o seu estado.
    7. Uma colmeia pode abrigar cerca de 50 mil abelhas.
    8. As abelhas-rainhas podem pôr cerca de 3 mil ovos num só dia.
    9. Enquanto carregam os ovos, as abelhas-rainhas suportam um peso equivalente a 300 vezes o seu. Isto é como se eu que peso 40kg conseguisse carregar 12 toneladas (o peso de um elefante bem alimentado).
    10. À noite, as abelhas recolhem todas à colmeia.
    11. No inverno, as abelhas não saem da colmeia e o seu primeiro voo na Primavera dura 30 minutos só para fazer cocó, pois elas nunca fazem as necessidades dentro da colmeia. 
  • Um novo ano escolar!

    Um novo ano escolar!

    Na sexta, finalmente, tive o meu primeiro dia de aulas no Novo Colégio de Gaia! Na verdade, foi apenas a apresentação, mas estive lá das 9h às 14h e até deu para experimentar o refeitório. Almocei arroz de pato à antiga com salada e fruta: estava tudo muito bom e gostei também do pão muito escuro.

    Após ter revisto os 7 colegas meus da antiga escola que estão na minha turma mais 2 que estão noutra, conheci novos colegas e alguns professores. A directora de turma é a Professora Ana Pestana, os professores de Música, Teatro, Português e Educação Visual. Todos muitos simpáticos tal como os funcionários. Nos intervalos estive a fazer salto em comprimento e a jogar às apanhadinhas e matraquilhos.

    Foi um dia emocionante!