Olá.
O livro de que vos vou falar hoje chama-se O Principezinho e o autor francês Antoine de Saint-Exupery.

Aqui podem ver algumas das capas mais famosas do livro. Qual é a vossa favorita? A minha é a primeira que é a original.
Até hoje foram vendidos cerca de 150 milhões de exemplares e a obra foi traduzida para 270 línguas.
Escolhi este livro porque o meu pai contou-me um pouco da história e eu fiquei curioso e quis saber do resto. O meu pai nasceu em França e lá este livro é de leitura obrigatória na escola e é considerado um clássico. Sabem o que é um clássico? É um livro muito lido. O meu pai diz que um clássico é um livro que toda a gente conhece mesmo sem o ter lido, pois ouve-se falar nele constantemente.
O título original é Le Petit Prince e saiu originalmente em 1943.
O livro é o relato, contado 6 anos depois, de uma avaria que um piloto de aviões teve no deserto e as conversas que também teve com uma criança misteriosa.
Ele e a criança acabam por ficar amigos e o piloto fica a saber que se chama Princepezinho e que vem de outro planeta.
Ambos têm conversas e aventuras e aprendem a refletir sobre a importância da amizade e do amor. Também descobrem que o essencial da vida “é invisível aos olhos”.
No final, o Princepezinho retorna ao seu planeta e o piloto conserta a avaria do avião e também regressa a casa.
O objeto que escolhi foi um cofre completamente vazio, pois as coisas mais importantes da vida (o amor pelos meus pais, a amizade pelos meus amigos e a minha imaginação) não são materiais e ficam guardados não no cofre, mas no meu coração.
Estas são as duas grandes lições do livro: que as coisas mais valiosas não são materiais, mas espirituais e que podemos ter tudo com a nossa imaginação.
Que ele tenha escrito o livro em 1943, em plena segunda guerra mundial e numa altura em que a França estava ocupada pelos Nazis torna para mim o livro ainda mais especial.
Um ano depois da saída do livro, Saint-Exupery, que também era piloto, desapareceu num voo que fazia e o avião nunca foi encontrado. Gosto de acreditar que não morreu e que apenas foi visitar o seu amiguinho ao asteróide B612.
Estão a ver? É o poder da imaginação.
Obrigado pela vossa atenção.
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